Investigo a experiência humana a partir de seus estados mais íntimos — vulnerabilidade, silêncio, recolhimento e permanência. Meu trabalho nasce da necessidade de compreender aquilo que não encontra linguagem clara, mas insiste em existir como presença emocional. Interesso-me pelas camadas invisíveis que moldam a identidade e pelas tensões entre o que se revela e o que se oculta.
Desenvolvo minha pesquisa de forma intuitiva e autodidata, permitindo que o processo conduza a construção das imagens. Trabalho a partir da figura humana como território simbólico, não como retrato, mas como campo de projeção de memórias, ausências e estados subjetivos. Busco criar atmosferas onde o tempo parece suspenso, como se cada imagem fosse um fragmento de uma experiência interior.
Minha produção é atravessada por uma investigação constante sobre presença e apagamento — sobre aquilo que permanece mesmo quando parece desaparecer. Vejo meu trabalho como um exercício de escuta silenciosa: uma tentativa de dar forma ao indizível e de estabelecer um diálogo sensível entre a obra e o espectador.